Entendendo a quimioterapia

Escrito por Dra. Vivian Coski

O que é a quimioterapia?

Quimioterapia são drogas que destroem as células cancerígenas induzindo-as à morte celular (apoptose celular), atuando nas fases responsáveis pelo crescimento e divisão das mesmas. A quimioterapia sistêmica entra na corrente sanguínea e atinge as células cancerígenas de todo o corpo. A penetração no sistema nervoso central (cérebro e meninges) é menor, devido à proteção por uma membrana chamada barreira hematoencefálica. A forma mais comum de quimioterapia é a intravenosa, no entanto, a quimioterapia também pode ser administrada por via oral.

Além da quimioterapia, há outros tipos de terapias sistêmicas para tratar o câncer, tais como: terapia alvo, hormonioterapia e imunoterapia.

O que esperar durante a quimioterapia

Após o diagnóstico do câncer, você deve conversar com seu oncologista sobre as opções de tratamento; caso seja indicada a quimioterapia o médico lhe explicará o protocolo a ser realizado, e os riscos e benefícios do mesmo. Se você estiver de acordo com tudo o que foi conversado, assinará um termo de consentimento para a realização da quimioterapia. Alguns exames são necessários antes de iniciar o tratamento e variam de acordo com o tipo de câncer, e o protocolo de quimioterapia a ser utilizado. O seu oncologista também recomendará que você faça uma avaliação odontológica, cardíaca e preservação da fertilidade, caso você queira ter filhos.

Você poderá realizar a aplicação da quimioterapia em clínicas ou hospitais especializados. A duração do tratamento varia, e pode ser de semanas, meses ou até períodos maiores, dependendo do estádio do tumor e do tratamento indicado. As quimioterapias preventivas, também chamadas de adjuvantes, duram em média de 3 a 6 meses; já as quimioterapias paliativas, quando o paciente apresenta metástases, não têm um tempo determinado para duração.

Os oncologistas dividem a quimioterapia em ciclos, que nada mais são do que o intervalo entre as aplicações, que é o período necessário para que a medula óssea se recupere para o próxima infusão. O intervalo entre as aplicações varia de 7 a 28 dias. Os tratamentos com intervalos menores ( 7 e 14 dias), são chamados de protocolos de dose-densa, que torna a quimioterapia mais efetiva contra alguns tipos de câncer. Há também protocolos que são infundidos a cada 21 e 28 dias.

Quais são os principais efeitos colaterais da quimioterapia?

Os efeitos colaterais da quimioterapia podem ser diferentes para cada pessoa, dependendo do tipo de câncer, da localização, das drogas utilizadas e do estado geral do paciente.

Os efeitos colaterais mais comuns são: fadiga, que é a sensação de cansaço ou exaustão; dor causada pela quimioterapia, que pode ser dor muscular, dor de cabeça, cólicas abdominais e dor no local do tumor; mucosite com aftas na boca e garganta; alterações do hábito intestinal com diarréia ou constipação e as náuseas e vômitos  Algumas drogas podem causar danos aos nervos periféricos (neuropatias), alterações na memória (“chemobrain”), mudanças na vida sexual e na libido, infertilidade, perda de apetite, perda de cabelos, alterações na pele e unhas, e problemas cardíacos. A maioria dos efeitos colaterais cessam com o fim do tratamento. Alguns como a neuropatia e a alteração de memória, podem levar alguns meses para melhorar completamente. Tratamentos integrativos como acupuntura, meditação, reiki e atividades físicas podem auxiliar neste processo.

Link: 

Outras Publicaes

agende sua consulta agora
2019 Dra. Vivian Coski Todos os direitos resevados.